Endometriose: diagnóstico e tratamento no Rio de Janeiro
A endometriose é uma doença inflamatória crônica que pode causar dor, comprometer a qualidade de vida e estar associada à infertilidade. Sintomas e extensão da doença variam muito entre as pacientes.
Endometriose: diagnóstico e tratamento individualizado
A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada por tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina. Pode afetar peritônio, ovários, ligamentos, intestino, bexiga e outras estruturas. A intensidade da dor não corresponde necessariamente à extensão das lesões.
Sintomas e avaliação clínica
Cólica que interfere nas atividades, dor pélvica persistente, dor profunda na relação sexual, sintomas intestinais ou urinários cíclicos e dificuldade para engravidar justificam avaliação.
O exame ginecológico pode ajudar, mas um exame normal não exclui a doença. Ultrassonografia transvaginal direcionada e ressonância magnética podem mapear endometriomas, aderências e focos profundos.
Diagnóstico e exames de imagem
O diagnóstico começa pela história e pelo exame físico. Ultrassonografia transvaginal especializada e ressonância podem mapear endometriomas e doença profunda. Um exame de imagem normal não exclui todas as formas de endometriose. A laparoscopia não é obrigatória apenas para confirmar todos os casos.
Tratamento clínico e controle da dor
Analgésicos e tratamentos hormonais podem reduzir a dor e a atividade cíclica da doença. A escolha considera idade, contraindicações, desejo de engravidar, padrão de sintomas, efeitos adversos e preferência. Fisioterapia do assoalho pélvico, atividade física e abordagem multidisciplinar podem ser importantes quando há dor crônica.
Quando considerar cirurgia
A cirurgia pode ser considerada diante de dor persistente apesar do tratamento, comprometimento de órgãos, obstrução, endometrioma em situações selecionadas, dúvida diagnóstica relevante ou objetivos reprodutivos específicos. O planejamento deve equilibrar retirada das lesões, preservação da função ovariana, riscos e objetivos da paciente.
Doença profunda e abordagem multidisciplinar
Quando existe suspeita de acometimento intestinal, urinário ou de outras estruturas, o planejamento pré-operatório é fundamental. Casos complexos podem exigir participação de cirurgião colorretal ou urologista.
Fertilidade e planejamento reprodutivo
A estratégia deve considerar idade, reserva ovariana, tempo de tentativa, espermograma, permeabilidade tubária, cirurgias anteriores e eventual necessidade de reprodução assistida.
Recuperação e acompanhamento
O tempo de recuperação varia conforme a extensão da cirurgia. O acompanhamento deve abordar controle da dor, função intestinal e urinária, sexualidade, qualidade de vida e planos reprodutivos. Muitas pacientes são tratadas clinicamente; cirurgia é uma decisão individualizada.
Prof. Dr. Bernardo Portugal Lasmar — CRM-RJ 52.84806-9 — RQE 42690 e RQE 49534
Conteúdo educativo; não substitui consulta e avaliação individual.


